Rainha Nerd | Mulher-Maravilha é surpreendente, empolgante e arrepiante!

ATENÇÃO: O review da Mulher-Maravilha a seguir contém spoilers. Leia por sua conta e risco!

Mulher-Maravilha chegou aos cinemas no dia primeiro de junho já trazendo uma nova esperança para o DCEU. O filme mal estreou e já arrecadou cerca de US$223 milhões. Um recorde para um filme dirigido por uma mulher. Após a decepção de boa parte dos fãs com Esquadrão Suicida, Batman VS Superman: A Origem da Justiça e com as notícias sobre as regravações em Liga da Justiça e o adiamento do filme do Batman, acreditava-se que o hype para o filme estaria baixíssimo e não surpreenderia se fosse um fracasso de bilheteria.

Mas a DC deu a volta por cima com glamour, nos trazendo um filme leve, surpreendente e de tirar o fôlego! Apesar de muitos ainda não aprovarem a escolha da atriz Gal Gadot para vivenciar Diana Prince, tanto por ser magra demais, ou por não ter olhos azuis, durante cada cena eu vi ali a Mulher-Maravilha. É indiscutível que sua atuação foi deslumbrante e ela conseguiu ser a girl over power que todos esperavam.

O vilão, Ares, foi uma das partes mais empolgantes. Tendo em vista que durante boa parte do filme, você suspeita que ele esteja incorporado em Ludendorff, até que temos a incrível e empolgante cena de Diana cravando uma espada em seu peito e mesmo assim, a guerra não cessa. Em seguida, descobrimos que o vilão é alguém que menos esperávamos, o que me deixou boquiaberta. O melhor de tudo é que não nerfaram Diana, nem Ares. Deixando o duelo equilibrado.

A primeira cena em que a Mulher-Maravilha realmente surge, é na Terra de Ninguém, onde praticamente derrota todos os soldados alemães, sozinha. Graças à sua coragem, inspirou o Capitão Trevor e seus companheiros a lutarem também, algo que sempre fez nos quadrinhos.

Por falar em Capitão Trevor, durante todo o longa, desde sua aparição, você já se apaixona por ele. Aquele ar de mocinho bonito é só um detalhe. Seu papel é muito maior e a cada cena em que aparece, nos conquista mais. Até que tem um final dramático, que é capaz de arrancar lágrimas dos que tiverem corações sensíveis.

O filme tem vários alívios cômicos. Um deles, Etta, a secretária de Trevor, com pouco tempo de tela nos arranca boas risadas. Isso deixou o filme com um tom mais leve, porém, sem deixar totalmente a sombriedade corriqueira da DC de lado. Por fim, ver Diana descobrindo seus poderes foi uma das partes mais arrepiantes. Os efeitos especiais e a trilha sonora, só aumentaram a minha empolgação. Por sinal, recomendo que assistam em 3D, pois vale muito a pena.

Mulher-Maravilha é excelente em todos os aspectos. Já posso dizer que é meu segundo filme do gênero super-heróis favorito. Ver a maior heroína de todos os tempos sendo representada de forma tão elegante e bombástica, só me deixou com gostinho de “quero mais” e ansiosa em vê-la em Liga da Justiça.

Além do mais, o filme mostra a força das mulheres, quando mostra o treinamento de Diana, ou as amazonas lutando em Temiscira. Também mostra a coragem de Geoff Johns, Allan Heinberg e da própria Patty Jenkins ao matar Antíope e Steve Trevor, sem apego, sem despedida.

E ainda que de forma sutil, critica o machismo, muito comum na época em que o filme se passa, quando, por exemplo, os companheiros de Steve a questionam sobre participar da guerra e em seguida, ela dá um pau em um encrenqueiro no bar. QUE MULHERÃO DA PORRA!

Mulher-Maravilha já está em cartaz em todos os cinemas do Brasil. E você, já assistiu ao filme? Ainda vai assistir? Não deixe de comentar sua opinião e suas expectativas.