Os heróis homenageados de Paris: A grande falha.

O longa metragem 15:17 – Trem para Paris (em inglês: The 15:17 to Paris) dirigido pelo ganhador de quatro Oscars, Clint Eastwood, o roteiro ficou nas mãos de Dorothy Blyskal. A estreia está marcada para o dia 08 de março de 2018.

Antes mesmo de citar os atores é importante dizer que o filme é baseado em um livro chamado: “The 15:17 to Paris: The True Story of a Terrorist, a Train, and Three American Soldiers” escrito por Jeffrey E. Stern, Spencer Stone, Anthony Sadler e Alek Skarlatos. Que curiosamente, os “sobreviventes” e autores do livro são os atores do filme. Sim! Nosso querido e aclamado Eastwood, não fez um teste para selecionar atores para participar do longa.

Filme é baseado em uma história real, em que um terrorista muçulmano armado entra em um trem em Amsterdam com destino a Paris com intenções de matar todos, entretanto dois soldados americanos, um americano comum e um britânico o impedem de cometer um massacre.

Sobre o longa-metragem, quando cita o nome de Clint é esperado que aconteça algo que emocione ou até desperte algum questionamento, ou encha de orgulho o povo americano, mas nada aconteceu. Bom, o orgulho ainda existe.

De início é notado que poderia ocorrer algum contexto para que a história seja explicada, mas aparetemente, o foco não era contar a história e sim apenas fazer uma homenagem. Logo de início, é visto a história enraizada americana que eles são os heróis e que eles são os “salvadores da pátria“, é até notado uma tentativa no roteiro para mostrar que os americanos não podem levar crédito para tudo, e além disto, não eram apenas americanos que haviam ali e sim britânico e franceses que ajudaram no resgaste, mas o final confirma-se que American Wins.

Sobre o elenco, não houve atuação, não houve drama, expressão, linguagem corporal, nada, a única “boa” atuação que fizeram foi a do Spencer Stone e a do Alek Skarlatos no papel de militar, já que eles desempenham este papel na vida real.

Clint em uma tentativa falha homenageia estes homens que bravamente impediram um grande massacre, o lado bom deste filme é que não necessitou de nenhuma morte para que a história fosse contada, o lado ruim foi a falta de inspiração da roteirista e do diretor para obter um melhor contexto.

Se fosse um documentário seria bem melhor.