Num mundo de simples mortais, você é uma mulher maravilha! ;D

Pera! Antes de começar o discurso “Vocês estão errados! Mulher não merece um dia especial, merece todos” ou o machista de “Não existe mulher nerd!”, essa última sendo uma derivação social do “lugar de mulher é na cozinha”, já digo: para de encher o saco por aqui! Lugar de mulher é onde ela quiser, ou o que vestir ou como se comportar e se você veio para pregar esse papo de ódio porque o mundo feminino não está obedecendo o checklist da sua bolha social, talvez esse não seja um post para você. Caso contrário, seja bem vindo! 😀

Discutir a importância de uma personagem feminina na cultura pop arremete ao destaque principalmente, seja imposto por conta do roteiro ou da força em atuação. Além disso, grandes escritoras, diretoras ou atrizes, buscam contrariar o modelo tradicional ou conservador imposto pela mídia de que “O” protagonista não pode ser “A”.

Não é apenas a frase de efeito, a donzela em perigo ou os bastidores de toda obra, vocês mulheres merecem brilhar, conquistar mais espaço em suas obras e representarem cada vez mais, mostrando que “sexo frágil” é quem tenta encaixar isso como desculpa.

Se você acha que APENAS a Mulher Maravilha é sinônimo de força e exemplo do símbolo feminino, aqui vai algumas beldades que merecem destaque nas nossas pequenas vidas nerd:

Princesa Mononoke

Ah, o estúdio Ghibli. Dono das nossas vidas (respondendo por mim e pelo Kako) no quesito animação. Responsável pela incrível obra A Tartaruga Vermelha, o estúdio também trabalha toda a leveza e fodacidade de uma protagonista feminina em Princesa Mononoke, enfrentando tudo e todos que querem destruir a floresta onde habita e proteger seu povo. Faça o favor de esquecer o estereótipo de donzela em perigo como já disse anteriormente e vá logo assistir!

Annalise Keating (Viola Davis em How to Get Away With Murder)

Viola Davis por si só já é sinônimo de atuação. Ganhadora do Oscar por Um Limite entre Nós (tem crítica então clica aqui), a atriz vive Annalise Keating, advogada e professora da série How to Get Away with a Murderer. Acreditando na justiça do que acha ser o correto, Annalise trabalha de forma segura gerando inspiração a seus alunos onde mesmo mostrando seus deslizes como profissional, ainda consegue demonstrar toda competência de sua personagem. Viola é Viola né amigos?

Ellen Ripley

Caro Kako, nós entendemos todo seu ódio pela personagem de Sigourney Weaver mas não podemos negar que Ellen Ripley é uma das melhores personagens femininas já criadas. Conhecida pela franquia Alien na pele da tenente Ripley, a personagem recebe a imensa tarefa de dar cabos nos xenomorfos no filme de Ridley Scott. Ganhadora de globo de ouro de melhor atriz e uma indicação ao oscar, seu personagem quebrou paradigmas estereotipados de gêneros. Nem o Rambo lidaria tão bem em uma nave no espaço, vai por mim!

Samus Aran

AHÁ! Se você pensou que Samus é um rapaz dentro de uma armadura no jogo Metroid, desculpa por estragar sua infância.

Seguindo a linha espacial, Samus Aran é a única sobrevivente do Planeta K-2L, criada pela raça alienígena Chozo. A protagonista da série de jogos Metroid ainda carrega a alcunha de uma das primeiras protagonistas do sexo feminino nos video games, sendo considerada uma das mais importantes para toda indústria. De quebra, ainda descobrimos que ela foi inspirada pela personagem acima, Ellen Ripley. Imagine um crossover! 😀

Jessica Jones

A segunda série original da Netflix, derivada dos personagens Marvel trouxe alguém fora do âmbito comum: Jessica Jones. Lembrada pelos mais assíduos nos quadrinhos, a protagonista da HQ Alias traz uma detetive/heroína porradeira e que não leva desaforo pra casa superando o trauma de um relacionamento abusivo. Quer saber mais? Dá um pulo na nossa crítica aqui.

Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson (Estrelas além do Tempo)

Guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, 1961. A obra Estrelas além do Tempo (que era nossa favorita para o Oscar), mostra toda sociedade americana durante a corrida espacial, trazendo um imenso discurso racial para época, que pode facilmente ser trago hoje. O grupo de funcionárias negras da NASA, Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) mostram o quanto há de errado com o preconceito e o que elas tiveram de lutar para superar todas essas desavenças de hierarquia. Baseado em uma história real, já escrevemos nossa opinião por aqui! 😀

Além delas, J.K Rowling (saga Harry Potter), Imperatriz Furiosa (Mad Max Fury Road), Hermione Granger (saga Harry Potter), Thelma & Louise, Dana Scully (Arquivo X), Agente Peggy Carter (Agent Carter), a tríplice feminina Leia Organa, Padmé e Rey (Star Wars), a recordista de indicações ao Oscar Meryl Streep, a diretora de cinema Kathryn Bigelow (vencedora por melhor direção em 2010 por Guerra ao Terror), Sofia Coppola (já ouviu falar de Poderoso Chefão?), entre outras. A todas as atrizes, diretoras, compositoras, personagens, mães, amigas, namoradas de toda nossa equipe e realçando nossa representante feminina da redação, Brenda: vocês merecem todos os dias que tivermos.

Parabéns e obrigado por tudo! <3

  • Só pra deixar claro não odeio a personagem da Sigourney Weaver…. Eu odeio a Sigourney Weaver