#DiaDaToalha | A bizarra, mas maravilhosa série do Guia do Mochileiro das Galáxias

Hoje dia, 25 de maio é conhecido mundialmente como o Dia da Toalha. E esse dia foi criado para homenagear a obra de Douglas Adams: O Guia do Mochileiro das Galáxias.

Se você tem uma vida muito triste e não teve o prazer de conhecer o Guia, ele é uma série de livros… que na verdade começaram na rádio… mas isso não importa muito. Afinal, só lemos o livro e não somo britânicos que temos acesso a rádio da BBC… enfim…


O guia conta como o terráqueo Arthur Dent, nos últimos minutos para a Terra explodir, descobriu que seu melhor amigo Ford Prefect é na verdade um alienígena (e não um ator fracassado), que viaja por vários planetas catalogando informações, sobre o Guia do Mochileiro das Galáxias. Uma grande enciclopédia galáctica que contém várias informações importantes de formas de vidas em outros planetas.

Ford é um mochileiro e como bom mochileiro ele sempre anda com sua tolha. A importância dela é total para sobrevivência, como descrito no Guia:

A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Pois bem. Esse texto na verdade não era para falar sobre a toalha, mas eu perdi o foco…

Na verdade, imagino que todo ser humano dito nerd conhece o Guia do Mochileiro das Galáxias (eu espero muito que isso seja verdade). Estão eu resolvi não falar do livro ou do filme (meia boca) de 2005.
Nesse texto eu vou falar sobre a série de tv, que é a obra mais fiel, mas que os fãs menos conhecem.

A série é uma produção da BBC Two, e foi lançada em 1981, com a produção e roteiro do próprio Douglas Adams.
A serie teve o total de 6 episódios, sendo os quatro primeiros adaptando o primeiro livro e os dois últimos adaptando o segundo livro “O Restaurante no fim do Universo”.
Então, para encorajar as pessoas, eu resolvi falar algumas curiosidades sobre a série maravilhosamente estranha.

O elenco era formado por, Simon Jones com Arthur Dent, David Dixon como Ford Prefect, Mark Wing-Davey como Zaphod Beeblebrox, Sandra Dickinson como Trillian, David Learner dando a voz ao Marvin e Peter Jones como o Narrador.


Ford Prefect, Trillian e as duas cabaças de Zaphod Beeblebrox

Para quem viu apenas o filme de 2005, tem Ford como negro, mas na descrição do livro na verdade ele é ruivo. E no filme, a segunda cabeça do Zaphod sai de onde deveria ser o pescoço, na série são duas cabeças como na imagem a cima.

Como curiosidade, Sandra Dickinson foi casada com Peter Davison o 5º Doctor de Doctor Who. Que participou da série… SIM Whovians, nosso amado doutor jogador de cricket foi a vaca que se mata em O Restaurante do Fim do Universo.


A série ganhou dois prêmios importantes como: “Programa Mais Original” pela Royal Television Society e três BAFTAS.

No filme de 2005, ainda temos dois “atores” da série. O ator que fez o Arthur, Simon Jones, no longa faz o holograma de magrathea e vemos o antigo Marvin em uma cena, no cantinho.


Outra coisinha tirada da série é a música tema. Que é bem IGUAL à da abertura:

A série é incrivelmente fiel ao primeiro livro e da uma resumida no segundo, mas ainda sim você consegue ver vários elementos que o filme por exemplo não conseguiu passar por falta de tempo.
O que mais pode ser estranho são as atuações e os efeitos, mas lembrem-se que é uma série da Inglaterra (que já é tosquinha por si só) e que no início dos anos 80, as coisas não estavam muito bem financeiramente para a BBC (abraço Shada).

Eu, MEGA recomendo a série para quem é fã do Guia. Se você não conhece, eu recomendo tentar o livro e o filme antes. E essa série por mais que tenha um efeito tosco e uma atuação bizarra, serve para provar que o Guia do Mochileiro das Galáxias daria uma PUTA série, abraço Netflix.

Falando um pouco da série em si, ela é uma obra genial, cheia de filosofia e criticas da forma de como levar a vida.
Então é isso, espero que tenham se interessados pela série e Feliz dia da Toalha.