Luke Cage te chamou pra tomar um café! ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Luke Cage te chamou pra tomar um café! ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Caso não tenha pego a referência logo no título, talvez seja melhor ir terminar Luke Cage porque o Harlem não se defende sem spoilers: aqui tá tudo liberado então leia por vossa própria conta e risco! :D

 A terceira série de “herói” que nossa amada Netflix nos traz, justamente pra mostrar o poder que tem em mãos trabalhando com um personagem pouco conhecido e desaguá lo em algo muito maior: Os Defensores. A iniciativa mostra Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro lutando por algo em comum muito maior que suas séries solos, mas esse papo vamos guardar pros posts futuros.

 Luke Cage traz um espírito defensor do Harlem: um herói negro, com super força, pele “impenetrável”, escondido em um trabalho comum e se esforçando para parecer mais um morador normal. Mike Colter trabalha bem em seu papel, embora muitas vezes não convencendo como personagem ou sendo apagado por outros por conta do enredo, talvez. Carl Lucas (alter-ego ou nome real do personagem, dependendo do ponto de vista) é um ex presidiário que acabou ganhando seus poderes por conta de um experimento teste dentro da prisão. Engraçado que o episódio onde descrevem isso, junto a um contando um pouco da infância de Cage mostra alguns personagens secundários que apesar de não aparecerem tanto, continuam sendo citados como parte do problema ou da história.

 Falando dos secundários, existe uma gama considerável de vilões nesse meio tempo. Alguns crescem conforme a trama como é o caso de Shades (Theo Rossi) ou Mariah Dillard (Alfre Woodard), enquanto outros simplesmente aparecem já grandes como Willis ‘Kid Cascavel’ Stryker (Erik LaRay Harvey), que também pouco importa no final das contas. Ponto positivo pra clarividente Misty Knight (Simone Missick) e Claire Temple (Rosario Dawson) que ajudam nosso herói a fazer alguma coisa tanto pelo povo e seu bairro quanto por si mesmo, provando que nem só os pobres cometem crimes e que o sistema é falho.

 cotton-mouthEngraçado que, a série retrata principalmente sobre respeito, seja entre as gangues, quem domina a cidade, pela grana, pelo poder. Isso sem sombra de dúvidas é muito bem retratado pelo vilão Cornell ‘Boca de Algodão’ Stokes (Mahershala Ali) que entre uma fala e outro sobre o quanto é importante o cenário negro político se erguer e mostrar forças, solta uma risada que te desestabiliza, sem saber o que esperar.

 A Netflix tem aquela manha saborosa de nunca jogar tudo na tela, bruscamente, espalhada, esperando que você entenda ou pelo menos deduza que algo acontece. Você é levemente pego pela mão e convidado a passear pelo pontos específicos do bairro e principalmente pela boate Harlem’s Paradise, onde somos apresentado ao real protagonista disso tudo: a música.

 Nem só de hip-hop vive a série. Cenas são construídas através da mescla de jazz e blues, com trilhas sendo tocadas do começo ao fim te fazendo abrir aquele sorriso. Você entende que aquilo está ali pra te ajudar a contar uma história e aprecia tudo.

 De ritmo talvez lento caso você espere por uma ação desenfreada em todo capítulo, Luke Cage guarda sempre aquele cliffhanger esperto pro final do episódio, querendo te manter sempre interessado naquele universo. Referenciando Demolidor, Jessica Jones, seu uniforme ridículo dos quadrinhos, Os Vingadores e tudo sobre o acidente, planos e ângulos são muito bem montados graças a uma direção com personalidade (pelo menos até “tal” personagem morrer).

 No final das contas, Luke Cage mostra se uma série base pra algo muito mais focado: os Defensores. O jeito é aguardar!

 Afim de um café? 😀