Killer Instinct e vê se aprende a jogar!

Killer Instinct e vê se aprende a jogar!

Em meio aos meus 22 anos acabei me acostumando aos vídeo-games clássicos: SNES, Mega drive, Master System e Nintendo 64 por conta do meu “The Legend of Zelda” lindo. Apesar de ser um amante do gênero aventura e RPG nos consoles, uma boa e velha “lutinha” com os amigos me agradava pra passar o tempo com os amigos da rua de casa. Foram anos esmurrando controles e lendo sequência de botões em revistas (sim, sou da época das revistas de códigos e detonados, nada de internet) pra investir em combos com meu personagem favorito, seja ele de Street Fighter, Mortal Kombat, Tekken, KOF ou excepcionalmente o saudoso Killer Instinct: uma fita preta de Super Nintendo com Fulgore, uma espécie de androide assassino estampado na capa. Era mágico.

Claro, um grande clássico não poderia deixar de ganhar um remake e dar dinheiro nos fazendo gastar com essas porras de dlc’s pela vida. Novos personagens e cenários foram inseridos mas a essência e diversão de seus combo breakers ainda permanecia intacta e isso era absurdamente fantástico.

Lançado primeiramente para arcade, Killer Instinct é um jogo desenvolvido pela Rare, lançado primeiramente em 1994 e seguindo lançamento pela Nintendo e Game Boy em 1995. Assim como seus “adversários de venda”, o game possuía os mesmos lances de combo e cenários próprios a cada personagem, ainda utilizando a técnica de Motion Capture para capturar movimentos de atores e renderizar em imagem digital. Caso você tenha se interessado pelo jogo e queira conhecer a história, basicamente é um Mortal Kombat com outros nomes: há os dois reinos, com dois mundos e um torneio entre dois lados da moedas onde o perdedor morre ou sofre de alguma forma. Fácil de entender não?

KI integra com sucesso a lista de pedidos de Natal para uma sequência, onde fomos atendidos com o lançamento para Xbox One em 2013. Lá, o jogo tinha tudo pra ser um “CARALHO, KILLER INSTINCT! NÃO ACREDITO, QUE FODA!”, mas abraçou nossa decepção.

Tá vendo rostos novos aqui né? Então ...
Tá vendo rostos novos aqui né? Então amigo …

“- Ah, mas isso é só a sua opinião!” – Sim, mas me digam qual jogo de luta em pleno 2013, lança apenas 6 personagens em um jogo de luta? Isso já seria um problema nos anos 90, imaginem hoje onde um lançamento chega com 15 a 20 lutadores.

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Aos antigos jogadores, seus personagens favoritos estão lá no começo: Jago, Orchid, Glacius, Sabrewolf, Thunder. Porém apenas o ninja está disponível realmente para jogar onde o restante custava em torno de 20 dilmas obamas (na época de lançamento).

Ok, mesmo com poucos personagens, KI desenvolve bem seu papel e mostra a que veio. A ambientação gráfica é maravilhosa e a jogabilidade fácil: você começa socando seu inimigo e tentando encaixar e aprender as sequências rezando para que não role um Combo Breaker, conceito criado ao jogo como uma forma de “travar” um combo adversário. Isso era foda no SNES! 😀

Os famosos “Fatalities” aqui já não existem mais: foram substituídos pelos dois players terminando a luta e pronto. A falta daquele banho de sangue, corpos explodindo ou ácido caindo no inimigo do MK de 2011 pode ser um problema aos amantes da violência gratuita.

Claro, o jogo melhorou muito de 2 anos pra cá. Durante a E3 de 2015, o fucking-boss chefe do Xbox apareceu para dizer que KI chegará logo logo para Windows 10, ALÉM de oferecer o recurso de Cross Play, para que possa jogar contra o povo do Xbox One. ALÉM disso, a adição de mais personagens clássicos da franquia.

Mas essas novidades fica pra outro post! ;D