Idiocracy: nosso futuro/presente!

Idiocracy: nosso futuro/presente!

O mundo cinematográfico é altamente bombardeado por premissas pós-apocalípticas e seus mundos destruídos seja por qualquer motivo na moda. Bombas nucleares, experimentos do governo, exposição a vírus, zumbis, monstros ou qualquer uma dessas merdas funcionam tão bem hoje quanto funcionava em 1968, com Planeta dos Macacos que foi o clássico que assisti depois de anos e me lembrei pra escrever isso, até a recém obra de George Miller, Mad Max: Fury Road. Mike Judge e seu filme “Idiocracy” (2006) falam de um assunto igual, com uma ideia diferente.

A ideia principal consiste de que as pessoas inteligentes morreriam mais cedo e com menos filhos (ou nenhum) enquanto os politicamente incorreto idiotas dariam continuidade a sua prole, gerando assim mais seres humanos burros. Aqui, Luke Wilson faz o papel de Joe Bauers, um funcionário do Pentágono relatado comum, sempre na média em seus testes e sem parentesco algum é obrigado a ser cobaia de uma experiência de hibernação humana, retratada também em Futurama, junto a uma prostituta. Infelizmente, o projeto que deveria durar cerca de um ano acaba 500 anos depois por um motivo no mínimo imbecil.

Bem, se isso não parece um futuro pós-apocalíptico pra você meu amigo, tenho uma má notícia
Bem, se isso não parece um futuro pós-apocalíptico pra você meu amigo, tenho uma má notícia

Neste novo cenário do futuro, a sede de conhecimento humano foi toda consumida. As cidades foram tomadas pelo lixo; com prédios caindo aos pedaços ou amarrados para manter se firmes e uma seleção natural invertida foi colocada para sobrepor e encher o mundo de completas antas. O ano é 2505 e Bauers passou de um ser humano mediano ao “cara mais inteligente da porra toda”.

No primeiro olhar, Judge (a mente por trás de Beavis and Butt-Head), mostra em doses cavalares e escrachadas da cultura americanizada principalmente: o consumismo maluco; o conceito de programação TV-merda e o uso do sexo como ferramenta de marketing; a aguá é utilizada apenas em privadas pois foi trocada por um isotônico composto de eletrólitos, inclusive na agricultura (?). Além disso, o presidente dos estados unidos é Dwayne Elizondo Mountain Dew Herbert Camacho, campeão de luta livre e ator pornô com o mínimo de inteligência para governar.

O entretenimento na televisão principal do futuro é um programa chamado “Oh! My balls”, onde um cara bate o saco em todos os lugares possíveis (ou é chutado) e seu espectador pode aproveitar tooooooooooodo esse conteúdo sentado em sua poltrona-privada sem precisar levantar pra nada.

No desenrolar da história toda, você nota que Idiocracy nem é algo tão engraçado assim, mas entende que tudo aquilo retratado e coberto por um roteiro fraco traz uma verdade: a humanidade está morrendo por renunciar a vontade de pensar. O que isso tem a ver com o mundo de hoje?

Vivemos a era da informação rápida. Dos blogs e sites de notícias com a menor relevância de alguma matéria; imensas opiniões expostas em “textões” de facebook ou nos 144 caracteres do twitter e a facilidade que algo tecnológico possa trazer.

bem relevante.
Relevância em uma matéria: not check 🙁

Claro, a política partindo do Brasil é a pior possível e sem abordar esse assunto agora, independente do partido que você defenda irá concordar que nossa situação aqui em terras tupiniquins não está no melhor pé. Sabe aquele conceito de “nosso pior inimigo somos nós mesmos”, então o importante é ter a noção de que não chegaremos muito longe com emissoras de TV que só passam porcarias e governos que não se importam com a educação.

Concluindo, a premissa levada por Idiocracy funciona até seus 40/50 minutos mas após isso alguns aspectos do filme perdem o foco e vira um besteirol que já acostumamos. Concordo que não é um filme que agrada a todos (e nem deve) e sim mais uma mensagem subliminar de um possível futuro.

Se ainda tem dúvidas entre assistir ou não, onde mais você conseguiria imaginar Terry Crews com um cabelinho do cara da banda Outkast interpretando o presidente dos estados unidos. EIN? EIN?

terry-dwayne
Relevância em uma matéria: check 🙂