‎Eu quero a Cultura Viva – Mundo de Beakman

‎Eu quero a Cultura Viva – Mundo de Beakman

Chega a parecer piada uma notícia como o fim do canal Cultura. Aquilo que nos fez crescer, aprender e a entender melhor sobre como funciona o mundo e sua política a mais de 50 anos recebeu a notícia de que teria de fechar suas portas graças a um corte de reajuste salarial do governo do estado de São Paulo aos radialistas e jornalistas.

Claro que você já deve ter ouvido ou lido alguma matéria sobre o assunto enquanto perambulava na internet por aí mas caso nem saiba do que está acontecendo, Luciano Amaral (eterno Lucas Silva e Silva) postou um vídeo em seu Facebook com mais artistas e amigos da emissora explicando e pedindo ajuda a todos para salvarem os programas do canal. Além disso, para reforçar a ideia foi criado uma petição online, que você pode assinar através deste link.

Eterna Esfinge!
Eterna Esfinge!

Como opinião própria, é absurdamente estranho lembrar de algo que fez parte da minha infância com tanta enfase, com sua imensidão de programas educativos e ao mesmo tempo que tenho essa sensação, o ar mesclado de nostalgia com saudade me anima. Nesse lado, sou culpado em tentar chamar a Caipora com um assovio ou dar uma gargalhada “fatal” como o Mau como no Castelo Rá-Tim-Bum; falar em algum rádio e viver no mundo da Lua como Lucas Silva e Silva, além de aprender a pensar de uma forma diferente com os enigmas da Esfinge em Rá-Tim-Bum.

O quê? Não lembra da Esfinge? Não tem problema! 😀

 

Pensando na TV Cultura como “formadora de caráter”, no meio dos diversos programas e desenhos que passava na época (velho falando), “O Mundo de Beakman” com certeza foi o que mais ganhou destaque a mim.

Exibido até 2005, com uma mescla de professor com cientista louco, Beakman (interpretado por Paul Zaloom) com seu jaleco verde-fluorescente e cabelo espetado bateu o carimbo no quesito “ensinar divertindo” aqueles conceitos científicos chatos que víamos na escola, mostrando irreverência, carisma entre personagens e uma facilidade na explicação que até mesmo uma porta entenderia. Digo isso pois ainda criança conseguia entender a maioria de seus experimentos e explicações e sou mais burro que uma porta. 😀

Uma das Art Burns, também conhecido como "tio do trailer onde como depois da faculdade!"
Art Burns, também conhecido como “Tio do dog onde como depois da faculdade!”

Compondo a equipe tínhamos as assistentes Rosie (Alana Ubach), Liza (Eliza Schneider) e Phoebe (Senta Moses), alternando entre temporadas ajudando a conduzir o programa e experiências. Além disso, podemos ver a interpretação de Beak com cientistas já falecidos e outras personalidades como Einstein, Charles Darwin ou Benjamin Franklin, junto com o Professor Chatoff e o cozinheiro Art Burns.

Claro, além de todo esse povo existe o saudoso rato antropomórfico Lester (Mark Ritts), que não existe provas na minha memória de que realmente seja um rato ou apenas um ator contratado em uma roupa. Ao contrário da equipe, Lester sempre esboça preguiça ou desdém em relação aos experimentos, típico antagonista que amamos tanto, aceitando participar ou ajudar apenas a favor da comida.

Ritts era ator, produtor, diretor, dublador e manipulador de marionetes e em 2009 veio a falecer de um câncer no fígado. O rato que tanto amamos na infância era utilizado muitas vezes como alivio cômico na situação, junto ao cenário maluco com pneu de bicicleta, extintores de incêndio, globos terrestres das mais diversas cores  e uma caralhada de sons bizarros.

Galvão que se cuide!
Galvão que se cuide!

Engraçado era que tudo funciona de maneira simples, utilizando esquetes para apresentar algo: Parem tudo. Estão ouvindo esse som? Ele quer dizer que está na hora do Desafio de Beakman, onde era apresentada um pergunta a nós para que escolhêssemos em casa. A dupla de pinguins Don e Herb (Léo aqui no Brasil) abriam o programa com pequenas piadocas, muitas vezes sem sentido, funcionando muitas vezes como comentaristas de tudo.

Em meio a suas 4 temporadas, nos deparamos com assuntos interessantes como: termodinâmica; força e pressão; gravidade e inércia; como funcionam os pára-raios, entre outros. Indo de 8 a 80, somos abraçados também com respostas simples de “pra que serve o catarro?” ou “como se formam o mofo nos pães”.

 

Para escrever essa postagem, tive de re-assistir alguns vídeos da série e digo que a experiência é simplesmente fantástica mesmo depois de tanto tempo. É auto educativo, coeso e engraçado mesmo depois de adulto.

No final das contas, olho a programação na TV (mesmo não sendo um espectador fiel), e aquele sentimento nostálgico faz falta. Apesar de estarmos em outros tempos e da tecnologia colaborar tanto com o aprendizado das crianças hoje em dia, será mesmo que a ideia de ensinar com entretenimento dessa forma didática não é tão eficiente como antes?

Ficou com saudades? Pelo menos a abertura você pode ver por aqui, além de poder caçar TODOS os episódios na Netflix sualinda, já dizia o sábio: “Badabin Badaben Bada BEAKMAN!!!”.

 

Vista essa camisa, assine a petição aqui e ajude a salvar nossa cultura. ‪#‎EuQueroaCulturaViva‬