Esta é quarta vez que nasce uma estrela, mas esta é a mais brilhante

O filme nasce uma estrela (em inglês: a star is born) é lançado pela quarta vez no cinema em 11 de outubro de 2018 nos cinemas brasileiros, Suas versões anteriores foram nos anos de 1937 estrelado por Janet Graynor (Esther Hoffman Howard) e Fredric March (John Norman Maine), 1954 com Barbra Streisand Kris Kristofferson seus personagens tinham o mesmo nome do filme anterior e 1976 com o elenco do filme de 1954.

É possível ver no Youtube as músicas e trechos destes filmes.

Nesta nova re-estreia, optou-se pela troca dos nomes dos personagens por Jackson Maine e Ally, mas a semântica é a mesma dois cantores que se encontram em etapas diferentes da vida e juntos criam suas músicas. Sobre comissão técnica e elenco, o filme é a estreia de Bradley Cooper na direção, o mesmo já exercia papéis fora da câmera como produtor e investidor de alguns filmes.

Além de diretor, Bradley Cooper também interpreta o personagem principal Jackson Maine ao lado da diva Lady Gaga que interpreta Ally. Em síntese, o longa retrata a história do cantor famoso e dependente químico Jack Maine que após mais um show resolveu parar para mais uma dose em uma boate gay, neste local ele conhece Ally ao ouvi-la cantar La Vie en Rose de Piaf. A partir daí Jack ajuda Ally a construir sua carreira musical e com isto o mesmo se afunda no álcool.

O filme é bastante detalhista, o figurino retratou bem as fases em que Ally e Jack se encontravam durante os avanços na carreira de Ally. Foi notável, também, a sintonia entre as músicas, diálogos, silêncios, clímax e os cenários; foi tudo muito bem colocado em seu devido tempo. Entretanto, os atores secundários ficaram quase sem brilho, eles atuaram de forma fantástica, contudo não deram a devida atenção a eles.

Apesar de alguns equívocos, Bradley fez um bom trabalho dentro e fora de cena, podemos citar alguns deles, por exemplo: como diretor cometeu o erro de algumas cenas mal direcionadas; mas ele soube jogar bem com as cores quentes quando Ally e Jack estavam juntos e frias quando os dois pareciam distantes ou em cenas separadas. Como ator, Bradley não demonstrou a emoção necessária que talvez aproximasse o público de seu personagem, apesar disto, comprovou que tem uma belíssimas voz e é belo instrumentista.

Falando em voz, a ilustre Lady Gaga surpreendeu, apesar de já ter ganhado o Globo de Ouro de melhor atriz de minissérie por American Horror Story em 2016 (e ter esbarrado acidentalmente em Leo DiCaprio), Lady Gaga, poderia representar algo semelhante a seu início de carreira e sua ascensão, no entanto, ela inovou-se, e nos entregou uma Ally totalmente desassociada a sua imagem artística, demonstrando seu grande potencial como atriz.

A trilha sonora, apesar de principal, não foi algo necessário para preencher lacunas, o diretor a fez de forma natural entre as cenas para expressar as nuances transitórias entre Ally e Jack e os shows e/ou ensaios entre a banda. Aliás, já é possível ouvir a trilha sonora do filme no canal do YouTube da Lady Gaga.

Resumindo, é um filme clichê? Sim! É um filme óbvio? Sim! O telespectador já sabe o que vai acontecer antes mesmo de acontecer? Sim! É um clássico entre o homem problemático e a mulher que tem o sonho de salvá-lo? Sim! É bom? Sim. MAS… É um filme delicado, romântico, clichê, melancólico que comete alguns deslises aceitáveis. Não é um filme digno de um Oscar, mas é digno de ganhar alguns prêmios em festivais importantes do mundo cinematográfico.

NOTA: 9/10

Confira a trilha e um pouco de Nasce uma estrela.