De fã pra fã? Batman vs Superman é lindo!

De fã pra fã? Batman vs Superman é lindo!

Três coisas antes de começar a falar sobre Batman vs Superman:
1. O filme é foda.
2. Não há diretor, ritmo e história que estrague as palmas quando a Trindade entra em cena.
3. Ben Affleck é o Batemá!

Zack Snyder, responsável por grandes adaptações dos quadrinhos (300 e Watchmen) teve por sua vez mais uma missão: a de juntar o DCEU de vez nos cinemas.

Depois de dirigir o Homem de Aço (2013), o diretor recebeu essa bucha que era colocar (ou apresentar, entenda de qualquer forma) basicamente aquilo que a Marvel vem fazendo a mais de uma década com seus ganchos pós-créditos. Não tô dizendo que uma empresa é melhor que a outra, então por favor guarde seu “Marveco” ainda na garganta.

Conhecido por sua megalomania, excesso de câmeras lentas e ação do começo afim, toda a produção do filme acerta em cheio em nos mostrar aquilo que os fãs de quadrinhos queriam ver. Sim, o Batman (Ben Affleck) mexe o pescoço e é tão habilidoso que parece ter saído de uma HQ do Jim Lee; Mulher Maravilha (Gal Gadot) é a guerreira sensacional de uma capa de Alex Ross e Superman (Henry Cavil), um alienígena explorando qual seria o certo e errado para ajudar na Terra.

Aí é que tá. A concepção dos personagens não falha junto aos atores e atrizes (incluindo coadjuvantes): Ben Affleck mostra ser um Batman cansado da batalha contra o crime; Laurence Fishburne está mais confortavel em seu papel de Perry White, aqui esbanjando títulos sensacionalistas para seu jornal; Jeremy Irons é um Alfred ponta firme tanto como amigo de Bruce como parceiro do Batsy e Amy Adams é a Lois Lane jornalista raiz, que busca a fundo a verdade e justiça da matéria (vide Karen Page na segunda temporada de Daredevil).

Jesse Einsenberg por outro lado não se reinventa ou atualiza o que vem feito em outros trabalhos. Numa mistura de Marck Zuckerberg (A Rede Social) com seu personagem de Zumbilândia ou Truque de Mestre, Lex Luthor possui um ar mais psicótico maluco à lá Coringa que narcisista poderoso fodalhão.

Todo o cenário e referências são impagáveis. Cada trecho em específico realmente funciona como uma leitura de um quadrinho (Cavaleiro das Trevas muitas vezes). Aqui, tudo aquilo que dizíamos estar “mostrando muito” nos trailers cai por água abaixo, onde ainda conseguimos nos surpreender. Claro que se arrepiar com as cenas vai de cada um.

O vilão é bem digno. Apocalipse (Michael Shannon) (e isso está nos trailers então pare de reclamar sobre spoiler), mostra porque carrega o cargo de peso pesado na galeria de vilões do Super. Interessante é a característica de evolução óssea, lembrando muito tal HQ que não deve ser citada para melhor felicidade de vocês. 😉

Apocalipse - Batman vs Superman

Batman Vs Superman, que era Superman 2 no começo e depois Batman & Superman, chegou chutando as portas da torre de vigilância tão bem que fica inevitável não entender ao final do filme o subtítulo ORIGEM DA JUSTIÇA.

Está tudo lá, levemente emaranhado ou comentado pra que no futuro mais próximo, essas mesmas pontas soltas estejam unidas e é exatamente aqui que entram a problemática. Muita coisa acontecendo e se juntando fica difícil de ter um tempo de respiro pra assimilar tudo. É como se tudo girasse SÓ pra justificar uma possível união do grupo de heróis.

Titio Snyder no final das contas nos entrega algo digno dele: ação bem feita com cenas e fotografias impecáveis, mas uma história quase que recortada para servir de junção do grupo de uma forma mais rápida. Por outro lado entrega também uma oportunidade de abraçar nossa criança interior e ver a Liga da Justiça finalmente saindo do papel. Ufa!

Vá assistir e que venha George Miller em alguma cadeira na Liga da Justiça! 😀