Crítica | Valerian e a Cidade de Mil Planetas

Crítica por: Nayara Trevizan

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é baseado na série de quadrinhos Valerian e Laureline. No filme, Valerian (Dane Dehaan) é um agente viajante do espaço ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne); juntos lutam em defesa da Terra e seus planetas aliados, até receberem a missão de recuperar um importante artefato de um planeta perdido, porem os dois acabam percebendo que estão no meio de uma conspiração muito maior do que poderiam imaginar.

O filme, que é considerado um dos mais caros da indústria francesa; teria tudo para ser o melhor filme do ano, mas falha principalmente por causa da atuação dos atores e do roteiro confuso. Dane e Cara formam um casal que não convence muito, ficando difícil sentir empatia por eles, apesar de Dane conseguir entregar um bom protagonista; porém a falta de química da dupla pesa bastante. Quem acaba por roubar a cena é a cantora Rihanna, que mesmo aparecendo por cerca de dez minutos apenas, consegue atrair a atenção com sua interpretação da personagem Bubble. Em geral, os humanos representados não se destacam e a melhor parte fica por conta dos alienígenas, mas antes de falar deles, temos o problema do roteiro que muitas vezes fica confuso e em alguns momentos a história parece não andar chegando até mesmo a parecer que está parada.

Visualmente Valerian pode ser considerado extremamente bonito, com ótimos efeitos especiais e com criaturas de outros planetas que algumas vezes chegam a perfeição, podendo mesmo ser considerados reais, principalmente os habitantes do Planeta Mül. Todas os cenários, sejam eles dos planetas fantásticos ou do interior de naves, são muito detalhados, fazendo do filme uma experiência sensorial tão boa ou até mesmo melhor que Avatar.

O longa que conta com uma fotografia impecável, seres e cenários fantásticos fazendo valer o ingresso, principalmente na projeção em 3D.