Crítica | Transformers: O Último Cavaleiro

No quinto filme da franquia, Transformers O Último Cavaleiro, Optimus Prime, o líder dos Autobots, está em uma busca no espaço pelos criadores dos Transformers, os Quintessons, mas enquanto isso no planeta Terra o caos está instalado. É ilegal ser um Transformer, eles são caçados, presos e destruídos, muitos deles brigam entre si e os poucos que sobreviveram vivem escondidos. Além disso, uma nova ameaça alienígena surge para destruir a Terra e toda a humanidade.

O começo do filme é realmente muito empolgante, uma nova origem para a raça Transformer é apresentada envolvendo toda a mitologia de Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda, sendo algo realmente diferente de tudo o que já foi apresentado. Logo depois dessas cenas no passado, a história volta para a época atual, em um mundo sem Optimus Prime e um Megatron fazendo planos terríveis para ajudar com a destruição da Terra. É aí que a sequência de explosões (sempre presentes no filme dirigidos por Michael Bay) começa e mais ume vez Cade Yeager (Mark Wahlberg) está presente para ajudar os Autobots.

O ritmo ainda se mantém bom por um tempo, mas alguns cortes de cenas são realmente problemáticos, uma hora uma coisa está ali e na cena seguinte essa coisa não está lá, ou está de outro jeito sem explicação ou uma transição que fizesse sentido. Temos um novo vilão no filme, alguém “a cima” de Megatron, mas que é mal apresentado e sua origem fica sem explicação. As cenas de ação continuam com o mesmo problema que nos filmes anteriores da franquia, em alguns momentos são confusas e muita coisa acontece ao mesmo tempo, deixando quem assiste meio perdido. Falando ainda na pancadaria, a batalha final do filme é realmente enorme em relação ao tempo, espere ver todos os tipos de explosões, de vários ângulos e cenas do pôr do Sol, que poderiam ser reduzidas tornando essa parte mais agradável. Outro problema é que alguns elementos são simplesmente jogados, e que seria interessante uma melhor explicação, mas acaba ficando por isso mesmo o que é uma pena.

Visualmente falando, o filme é realmente muito bonito, todos os efeitos foram muito bem executados e a atuação dos atores é muito boa. Mark Wahlberg entrega o Cade que conhecemos, mas além dele temos personagens novos, como a pequena Izabella (Isabela Moner) que é uma mecânica prodígio que conhece muito bem os Autobots, a inglesa Viviam Wembley (Jane Haddock) que possui uma ligação interessante com a história, e claro, temos Sir Anthony Hopkins fazendo um ótimo trabalho no papel de Sir Edmund Burton, um inglês também envolvido com os Transformers há muito tempo.

Transformers O Último Cavaleiro é um filme com muita ação, que não exige que o público pense sobre a trama ou que seja preciso decifrar coisas. Por toda a mitologia envolvida é o melhor filme da franquia, mesmo sendo um pouco cansativo.

Por: Nayara Trevisan