Crítica | Oito motivos para assistir à um roubo

O longa metragem Oito mulheres e um segredo (em inglês: Ocean’s Eight) dirigido por Gary Ross, mesmo diretor de Jogos Vorazes (em inglês: The Hunger Games), o roteiro ficou nas mãos do diretor e também de Olivia Milch, conhecida pelo roteiro e direção de Dude – A vida é assim da Netflix. A estreia está marcada para o dia 07 de junho de 2018.
Resumidamente o filme é baseado trilogia Onze Homens e um Segredo (em inglês: Ocean’s Twelve) estreadas em 2001, 2004 e 2007.
A personagem de Sandra Bullock, Debbie Ocean, é irmã de Danny Ocean (George Clooney), o filme faz com que acreditamos que ser vigarista esta o sangue, ou seja, uma vez ladrão sempre ladrão. E o filme também traz alguns elementos da trilogia como o posicionamento das câmeras, o movimentos dos personagens, cada personagem ser um elemento chave, a narração.O filme resgata a nostalgia da trilogia, além de que, são bem semelhante.
Horas depois de sair da prisão Debbie já tem um plano de como roubará um colar de diamantes avaliado em 150 milhões de dólares e para isto ela conta a ajuda de Lou (a poderrossíssima, presidente do júri do 71º Festival de Canes e dona d p**** toda, Cate Blanchett), porém tudo isto vai acontecer em um evento super simples, com poucas pessoas, nada que chame atenção… Elas vão fazer o roubo no Met Gala em Nova Iorque. Sim! No evento mais badalado da cidade, e para isto, é necessário que elas encontrem pessoas com certas habilidades para que o roubo seja perfeito.

Para integrar o time temos Ball Nine (Rihanna) que é uma personagem parecida com a atriz, mas ela manja dos paranauê de hackear. Rose (Helena Bonhan Carter) uma designer de moda falida. Amita (Mindy Kaling) que é uma avaliadora de joia, o filme “brinca” com a ideia de que as indianas devem se casar. Tammy (Sarah Paulson) uma mãe que consegue dinheiro de uma maneira suspeita. Constance (Awkwafina) uma vigarista de rua que faz golpes simples. Daphne Kluger (Anna Hathaway) uma rica mimada(, eu acho).
Sobre este time, as atrizes brilham gloriosamente, Sandra traz a doçura do início em que estrelava comédia, igualmente a Anna, com um diferencial, ela traz uma comédia quase romântica. Cate traz uma personagem despojada e divertida, porém forte. Mindy e Helena formam uma boa dupla de comédias. Helena exibe sua excentricidade em contraste com a Mindy que aparenta ser mais reservada. Rihanna fez um misto entre a sua personalidade com a da personagem, porém não atrapalhou de sua atuação. Awkwafina é a representação de uma menina de rua que quer se divertir e curtir, mas sabe bem como tirar vantagem dos outros. Sarah representou bem uma personagem madura, mãe, paciente, observadora e mesmo assim conseguiu arrancar muitas risadas.
Aproveitando os elogios, a designer de moda, Sarah Edwards, que é a criadora dos looks das personagens conseguiu criar um look único para cada uma das atrizes, conseguindo extrair cada personalidade.
O diferencial deste filme é que ele não é apelativo para a sexualidade ou demonstrações excessivas do corpo feminino, ao contrário, é um filme que demonstra perspicaz, inteligência, feminilidade e suavidade.
A trilha sonora é outro ponto muito bem posicionado no filme. Nicholas Britell, Daniel Pemberton e outros músicos que fizeram parte disto estão de parabéns.
Para finalizar, este filme é digno de uma sequência, ou até uma trilogia, pois já estava na hora de reunir alguns mulherões f#da e roubar algo.